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Temer representa a volta da escravidão

  • Foto do escritor: LUCAS DELGADO
    LUCAS DELGADO
  • 21 de jul. de 2016
  • 1 min de leitura

A Confederação Nacional da Indústria, CNI, chocou os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros ao reivindicar ao governo corrupto, golpista e ilegítimo de Michel Temer o aumento da jornada de trabalho para 80 horas semanais. Para tanto, a carga horária de trabalho passaria para 12 horas diárias de segunda a sábado e de 4 horas nos domingos.


Essa proposta representa, literalmente, a volta da escravidão. Para quem acha que essa ideia patronal não cola, saiba que 367 deputados/as, que votaram no impeachment de Dilma, apoiam a precarização das relações de trabalho por meio de terceirização. A consequência obvia da terceirização sem limites será o aumento da jornada de trabalho, diminuição dos salários e inviabilidade das leis trabalhistas.


O número de Senadores golpistas e apoiadores dos empresários também é assustador: são 55 no total.


Esse cenário deve ser visto com total preocupação da classe trabalhadora. Por mais absurda que pareça, a proposta da CNI não foi rejeitada por Temer, como deveria ser imediatamente ao ser mencionada. O futuro é incerto, mas a composição política do Congresso e do Senado é muito desfavorável ao trabalhador.


Sem uma presidência da República que vete as propostas de mudança na legislação trabalhista, os empresários estão apostando alto e acreditando que este é o momento certo para retirada de direitos. Para nós, trabalhadores e trabalhadoras, resta a mobilização e o mais alto e imponente grito de “Fora Temer”.


Essa e outras reportagens estão disponíveis na última edição do Linha Direta:

 
 
 

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